A Cerâmica
O desenvolvimento da arte Maconde mais significativa desde a Independência, ocorreu numa aldeia perto de Mueda. Nela, uma mulher chamada Reinada que começou a produzir objectos em barro destinados para uso doméstico. Os seus barros são de uma estranha e intensa beleza.
A olaria que tradicionalmente é restrita às mulheres Macondes, tal como a escultura em madeira é para os homens.
A razão porque Reinada começou a fazer figuras de olaria, foi porque ela viu vários dos seus filhos, lutadores da liberdade serem mortos na luta armada. Ela ficou sozinha. Dedicou se a criar novas formas em barro, e foi até à decoração extensiva das paredes da sua casa de uma forma original.
Talvez esta fosse a sua forma de recuperar o prestígio e a influência da mulher na sociedade Maconde.
Mais tarde, os escultores adquiriram a cerâmica de Reinada, baseada nas “Vestes da Terra”. Formas meio humanas, meio animais, reminiscências de alguns tipos de escultura Shetani, mas mantendo os motivos geométricos tradicionais, usados na cerâmica Maconde.
A originalidade, o interesse dos coleccionadores permite que a sua arte esteja representada em vários Museus em Moçambique.
Os Tambores
Os tambores representam um papel fundamental nas festas rituais.
O corpo de ressonância em madeira pode ser cavado de diferentes formas num tronco inteiro, fechado ou aberto do lado do chão e aberto do lado da boca tapado com uma pele de gazela ou de cabra. Esta é esticada e fixada à volta do corpo de madeira.
O corpo dos tambores pode ser em forma de cálice, em forma de almofariz, de espigão, com pé em ameia e ainda cilíndricos ou tubulares. A pele é normalmente fixada com fibras ou tiras de couro pregada com pregos de madeira, espinhos ou cavilhas.
Quanto a decoração, estes apresentam zonas de gravados com motivos decorativos geométricos.
Tambores mais comuns: neha, ligoma, likuti, ttodyi, vinganga e njonjo.






