As máscaras são feitas por escultores especializados usando madeira, resina ou a combinação de ambos os materiais. São também feitas a partir de tiras vegetais, ornamentadas com cores brancas, pretas e vermelhas. Representam figuras de faces humanas, animais de caça, ou são figuras simbólicas. As máscaras são usadas nas cerimónias da puberdade, culto dos antepassados e outros ritos societários. Durante o processo de iniciação, os iniciandos ou “tundanji”, rapazes de idades entre os 8 ou 12 ficam num campo de iniciação fora da sua aldeia para receberem instruções depois de serem circuncisados. Durante este período, as máscaras constituem a única ligação entre a isolada comunidade masculina e o resto da população, especialmente as mães dos rapazes e outras mulheres da aldeia. Dentro da grande variedade de máscaras existem algumas figuras tipo, como as Mwanaphwo ou jovem mulher. Ela representa a mulher ancestral que morreu numa idade muito jovem. Porem, sendo usada por homens, a máscara de Mwanaphwo simboliza a proeminente posição da mulher numa sociedade matrilinear como a dos Txokwé. Na máscara Cihongo, o par masculino da Mwanaphwo, vive o espírito masculino que representa poder e saúde. A máscara Phwo representa a rapariga e invoca os antepassados femininos. Como as Mwanaphwo e as Cihongo, as Phwo é uma máscara de ritual de dança. Dançarinos viajam de aldeia em aldeia e eram recompensados quando as suas representações traziam benefícios para as comunidades.









