Antropologia da Arte – UE

Junho 6, 2006

Apresentação e localização geográfica do povo Txokwé

Filed under: Povo Txokwé — antropologiaue @ 2:39 pm

O Nordeste de Angola foi povoado pelos Lunda-Quiocos hoje denominados Txokwé. Por volta de 1860, provavelmente como resultado de problemas socio-económicos, os Txokwé começaram a mover-se para o Norte e o Nordeste, descendo em cunha até ao planalto central de Angola.
Durante este período toda a sua arte tornou-se mais estática e robusta. Os escultores continuaram a produzir máscaras e objectos refinados tais como cadeiras (muitas das vezes inspiradas em modelos europeus), baús, caixas de tabaco, ceptros, cachimbos e bengalas, que mostra a riqueza e o verdadeiro gosto pelo pormenor de figuração. As distinções entre sagrado e profano permitem-nos distinguir a arte dos Txokwé de Angola e a dos Txokwé que imigraram para Norte. De qualquer maneira nem toda a escultura constitui objecto de poder e prestigio: objectos foram produzidos para uso ritualista, invocando espíritos protectores ou destruidores que podiam assegurar sucesso nas caçadas, proteger contra o mal e as doenças ou tornar uma mulher fértil.
Os Txokwé sofreram forte influência dos Estados Lunda. Na segunda metade do século XIX o desenvolvimento das rotas comerciais com os povos angolanos do litoral conduziu a um aumento do comércio de marfim e borracha. A riqueza adquirida levou a uma enorme expansão de reino abrangendo os estados Lunda. No entanto, este sucesso durou pouco tempo. Os efeitos de doenças e do colonialismo resultaram no desmembramento do território Txokwé
Os Txokwé são um povo matricialmente de agricultores, mas os homens eram também excelentes caçadores e criadores de gado.
O chefe Txokwé mais conhecido em Angola é, ainda hoje, o Mwatshisenge. A nível de organização política: os Txokwé não reconhecem um líder único manifestam lealdade a um chefe local, o qual adquire a sua posição, por descendência matrilinear do tio materno.
As aldeias são divididas em secções que são governadas pelos anciãos da família. Todos os membros da sociedade Txokwé estão classificados em duas categorias:
– Os que são descendentes de pessoas livres por via feminina;
– Os que descendem de cativos;
Os homens ou as mulheres que ocupam os cargos de poder são herdeiros e portadores de laços de parentesco, que são também históricos, estabelecidos entre os responsáveis pelo poder político, o que permite que estes responsáveis sejam portadores de uma dupla história familiar: a que lhes é própria e a do seu título. Tem uma cultura homogénea, de descendência matrilinear e poder político difuso. Toda a sua economia evolui através da agricultura, caça, comércio e mineração. O sistema de parentesco é matrilinear e classificatório. A família é habitualmente polígena, o casamento é em geral virilocal e com compensação nupcial, o alembamento.
Os Txokwé como todos os outros povos do nordeste de Angola, vivem sob a crença de um Deus. É um Deus que tudo cria e tudo manda. Este Deus não tem representação escultórica e não lhe são dirigidas preces.
Os Txokwé reconhecem Kalunga como o Deus criador de tudo e detentor do poder supremo, mas sobretudo acreditam também em vários espíritos ancestrais e naturais (Mahamba). Estes espíritos podem ser individuais, familiares ou comunitários e quem os abandonar ou desrespeitar sofrerá castigos e reprovações pessoais e colectivas. Os espíritos malignos podem ser invocados por feiticeiros (Wanga) para provocar o mal (doenças), mas que pode ser neutralizado. A forma mais comum de adivinhação entre os Txokwé é a adivinhação que consiste em lançar objectos divinatórios dentro do cesto do adivinho. A configuração dos objectos é então lida pelo adivinho para determinar a causa da doença ou da infelicidade.
A habitação tradicional Txokwé inicialmente seria de planta redonda, seguindo-se os modelos de planta quadrada e, por fim, a casa rectangular. A casa redonda ainda hoje é frequente entre os Lundas do Nordeste de Angola, onde vigoram ainda as normas sociais de vida dos antigos caçadores.
A planta circular sobreviveu por motivos religiosos. Repartem a casa em dois compartimentos: cozinha e sala de jantar num, e quarto de dormir noutro;
Muitas das casas Txokwé têm anexos constituídos pelos quintais cercados onde instalam a cozinha. Têm também silos barreados em forma de dorna com cerca de um metro de altura e construído sobre estacas.
Os Txokwé são conhecidos por celebrar e validar a corte chefal com objectos de arte. Estes objectos incluem ornamentos esculpidos em bancos e cadeiras usados como tronos. A maior parte das esculturas ancestrais são representantes da linhagem real. Bastões, ceptros, lanças e bastões entre outros são artefactos feitos para celebrar a chefia. O Txokwé manifesta um interesse especial pelas artes tendo atingido um considerável nível nos desenhos das paredes da habitação e na areia. São desenhos alusivos à exploração de mel, colheitas de frutos, caçadas, sinais de comunicação, danças e figuras humanas. Esculpem em madeira, moldam cerâmica, forjam o ferro, comerceiam e estabelecem pequenas indústrias por toda a parte. As trocas comerciais baseavam-se na troca de borracha, cera, peles, cruzetas de cobre e marfim, por artigos valiosos de alto preço: armas de fogo, pólvora, sal, peixe e tecidos. Este tipo de trocas permitia que aumentassem as suas trocas comerciais, expedições, caçadas e actividades bélicas. Poderosos e possuindo um verdadeiro arsenal de armas passaram a assegurar as necessidades económicas, estratégicas e políticas. A coragem e a tendência expansionista deste povo permitem que se apoderem de várias terras, misturando-se com as mais diversas gentes e difundindo assim a sua cultura. Mantinham contactos com ambas as costas africanas o que permitia também manter relações com os diversos povos e culturas que aí permaneciam.

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7 Comentários »

  1. Poxa vida esperava algo melhor isso não tem nada a ver com o tema o teama é LOCALIZAÇÃO GEOGRAFICA e ta falando sobre arte …

    Comentário por Vick — Maio 27, 2008 @ 3:10 pm

  2. Em http://groups.msn.com/Osluenas/general.msnw?action=get_message&mview=1&ID_Message=7645

    Minha cara Sofia: Baralhado já eu estou, à força de ler textos escritos em português arcaico, já nem sei escrever sendo frequentes os erros, uns por distracção, outros por confusão, outros por ignorância…mas vejamos se me consigo entender, a mensagem que transcreveu para aqui, começa por: os Txokwé começaram a mover-se para o Norte e o Nordeste, descendo em cunha até ao planalto central de Angola. Explique-me lá bem como é isto de subir para norte descendo para o sul?

    O autor da mensagem deve estar numa confusão que não percebo, define essa migração “para norte descendo para sul” como resposta dos povos quiocos a algumas dificuldades, mas aponta essas dificuldades como percursoras da espansão da arte entre os quiocos. Olhe eu não percebo o que quer dizer que a sua arte tornou-se mais estática e robusta, o que traduzido à letra quer dizer que a arte ESTAGNOU, mas ficou MAIS FORTE…a arte, as artes desenvolvem-se quando há estabilidade social e prosperidade económica, o que na prática significa a ausência de problemas primários de bem estar e alimentação, o espírito fica então livre para as artes, o diálogo, as fisosofias… (O século de Péricles…), ou “Quand les hommes sont bien nourris et ils ont le temps de se reunnir et de parler, il leurs arrivent des idées qui changent leur façon de vivre…(1)” (isto vem a propósito de que no mês de Agosto aqui na minha rua uma jovem francesa, perguntou-me se eu falava francês e eu respondí-lhe: “Le français c`est la langue de la culture…(2)” claro que ela olhou-me atónica, mas a frase talvez estivesse atrasada, ou melhor a cultura francesa como lider cultural…40 anos…

    O autor insiste numa migração dos quiocos para norte, falando n`a arte dos Txokwé de Angola e a dos Txokwé que imigraram para Norte. Ora eu penso que não há muitas dúvidas de que não só os quiocos, mas de uma maneira geral quase todos os povos bantos entraram em Angola vindos de nordeste, em geral da região dos grandes lagos, na Lunda particularmente os povos que fundaram o Império Lunda no século XVI, tiveram essa origem e tanto quanto penso saber, muito mais recentemente no século XIX, os quiocos começaram a invadir a Lunda, fundindo-se com os Lundas, avançando para Sul, ocupando territórios de povos que eles consideravam inferiores. Ao observar o mapa da expansão do povo quioco em Angola, é fácil perceber que assim foi.

    Depois diz que: Os Txokwé sofreram forte influência dos Estados Lunda…sofreram, ou influenciaram o estado Lunda?

    Olhe explique-me lá como é esta coisa da sucessão por descendência matrilinear do tio materno. Ora traduzindo isto em alentejano, eles dizem que “os filhos das minhas filhas meus netos são…os filhos das minhas noras serão…ou não”…e os quiocos e os luenas sabem muito bem isto, por isso quem sucede ao soba nunca é o filho da mulher do soba, que segundo a lógica do alentejano pode não ser do sangue do velho soba,mas sim o filho da irmã do soba, então diz-se que a sucessão é MATRIARCAL, ou seja consanguínea por via feminina. Os descendentes do tio carencem da mesma dúvida que se pode atribuir aos filhos do soba…matrilinear?…

    Minha cara Sofia, fico-me por aqui, porque apesar de ignorante não aceito teses não fundamentadas…como vê a critica pode ser útil…

    Armando Monteiro

    Comentário por Armando Monteiro — Outubro 12, 2008 @ 10:21 pm

  3. Isso é uma merda** eu estou proucurando localização geografica do nordeste e não localização geografica do povo txok

    Comentário por Thayná Ellen — Agosto 16, 2009 @ 6:47 pm

  4. Bandoo dee rola soltaaaa

    Comentário por bruna — Agosto 17, 2010 @ 11:16 pm

  5. Nyakabamba Musompa (Mussompa)
    Uns anos depois, a Nyakabamba Musompa Nama em companhia de seu esposo Sanama e seus filhos Mwachisengui e Samutona Kajila Mutoma Mwachiwalwa Chikweji Salumbu, deixam as terras do rio Ndembu onde habitavam a épocas provisoriamente e seguem em direcção onde fora os seus parentes Lundas. No percurso para aproximarem-se ao rio Kasayi (casai), os seus filhos viram do outro lado, uma presa burro do mato e precisaram caça-lo, depois de o almejar, este ficou ferido e atirou-se nas águas de Kasayi; em sua perseguição os filhos de Nyakabamba Musompa Nama, também se atiraram nas aguas até que o mataram.
    Mataram aquele animal para o seu consumo.
    De regresso ao acampamento, encontram a sua mãe já deu a luz um bebé, pois esta quando saíram do rio Ndembu estava concebida. Deu-se ao filho recém-nascido o nome de Chissenge Champata; partiram em marcha com o destino a Dala, atravessaram o rio Kasayi em direcção a Ndala.

    Postos estes no Ndala, foram bem acolhidos e os Lundas parentes da Nyakabamba em gesto de boas vindas à Região dos seus parentes, os ofereceram um bode para sua alimentação em honra a tradição e costumes; processo de distribuição da carne de cabrito ofertado, entre eles ouve discussões. Para os acalmar e repor a paz no seu seio, os Lundas seus parentes os diziam disseram “ indi munakudi-choko-joleladi, indi enu mwekaladi na Luchiku? (para que tanta confusão e porque vós sois confucionistas?) devido esses dizeres, segundo o nosso narrador Kazembi, deu origem à denominação Choku.
    Segundo, O Reino da Lunda Africa Federation, pag 4, a Rainha Luweji referia “Choku ou Ayoku no Quinguri (podem ir ao Quinguri), o crescimento da palavra “Ayoku” o termo Ayoku que a Luweji usou pretendia explicar aqueles os que querem ir para outras terras, podem ir, etimologia da língua Lunda. ( em Lunda Ndembo, palavra “ayoku”, significa deixai ir.). o grupo de Lunda Ruwundi que a Rainha autoriza ir para as terras de sua preferência, constituiu outro grupo conhecido por Chokwe.
    Umas décadas depois, Nyakabamba Musompa Nama, seu esposo Sanama e seu filho Kajila Mutoma deixam o Ndala e dirigem-se para alem Kasayi e fixam-se no Congo. Os filhos que haviam ficado a habitar o Dala, os seus descendentes residem até aos nossos dias nessa Região.
    ( Historiador Lunda “ Felisberto Kazembi 2007 )
    (historiador falecido tio Efulemo Ngomi Chidata, morto pelo ódio dos Lundas em Makondu- 2010)

    Chissenge Champata;
    (este actualmente localiza-se em Saurimo).
    A Região onde este chefe habita, situa-se no nordeste de Angola e a Provincia tem 4 Municípios: Saurimo, Kakolo, Ndala e Mukonda, compreendendo numa área de 77.637 km2. o Clima desta parcela é tropical húmido e a temperatura média anual está entre 21ºc e 23ºc. os grupos étnicos desta Região são: Lunda, Chokwe, Baluba e Chinji.
    “ em conferência das reformas Administrativas de potências colonizadora (Portugal), a Lunda toma em 1917 o carácter de Distrito Militar com sede em Saurimo e a 20 de Abril de 1929, Saurimo é condecorado em Vila Henrique de Carvalho”, em homenagem ao Chefe da expedição portuguesa e primeiro Governador do Distrito Henrique de Carvalho. Em 28 de Maio de 1956, a Vila é elevada a categoria de cidade através do diploma legislativo nr. 2757.
    Mwanta Mwachissengui (Mwachisengi) alguns o consideram de Mwachissengue Wa Tembo, o que é verdade não é isso! O Mwanta Mwachissengue não é filho de Tembo, a sua mãe Nyakabamba e de Sanama.

    “Carlos Duarte”, escritor sobre apontamentos de lendas, refere os Chokwe: “ A Lenda da origem dos Chokwe e dos Mataba, revela-nos que há anos, veio do nordeste, um Rei muito poderoso e com um exercito mais numeroso do que um formigueiro, em conquista das terras que actualmente a Lunda.
    Para facilitar o avanço no mato muito cerrado, este Chefe de nome Mwanta Yavwa, mandou dois dos seus melhores guerreiros à frente, com um grupo de escravos cada um, para abrir caminho aos séquito real.
    Quando chegaram à Região, um desses guerreiros de nome Ifota (Fota), continuando fiel a Yavwa, decidiu ficar por ali e esperar o Chefe.
    Outro dos guerreiros de nome Katendi, não quis esperar pelo resto da comitiva, desentendeu-se com o Ifota e rumou para outras paragens, alcançando o Alto Zambeze e lá se estabeleceu em definitivo.
    O Como todos compreendem e já tiveram acesso em varias leituras sobre os Chokwe, são um povo aparentado dos Lundas, em finais de XIX encontravam-se estacionados a Sul destes entre -ossários Kwanza e Kwangu, tendo durante largo período estado submetido ao poder do Império Lunda.
    A forma que este povo encontrou para conquista de outros patamares e bloqueio da língua progenitora, é afirmar-se progressivamente intermediários comerciais entre os Portugueses e os povos para lá da margem direita do rio Kwango, o que foi reforçado lentamente a sua independência face ao Império Lunda.
    Através de uma série de investidas militares assentes na sua supremacia económica, os Chokwe acabaram por ocupar vastas áreas do território Lunda, sendo um dos factores mais decisivos para a queda do Império do Mwachiyavwa.

    Comentário por Associação Lunda — Novembro 23, 2011 @ 1:13 pm

  6. A Reunificação
    Intenção da Associação da Etnia Lunda e Amigos

    Todos os povos têm o direito de obter por meio de união, um conhecimento profundo do seu património cultural (história e geografia, literatura e outras manifestações da própria cultura).
    Na definição dos princípios, normas e praticas nos planos Nacional e Internacional, assim como dos meios de sensibilização e das formas de cooperação mais propícios à salvaguardar e à promoção da diversidade cultural, ao processo educativo, tanto o quanto necessário, métodos pedagógicos tradicional, com o fim de preservar e optimizar os métodos culturalmente adequados para a comunicação e a transmissão dos objectivos.

    A Associação da Etnia Lunda e Amigos “ AELA, “ vai ao longo do tempo tentando a todo o custo suprimir o desentendimento gerado pela crise por todo o Império Lunda, que culminou com a expansão de seu povo.
    Para isso, a Organização lança o Projecto de Reunificação, fazer compreender ao povo a sua origem, a Reunificação não está para desfazer o que já se fez, mas sim para introduzir nas mentes dos povos oriundos do Império Lunda, que saibam o caminho (história) da sua origem, os seus antepassados aderir aos objectivos e ao programa de desenvolvimento social levado acabo pela Associação em todas as Regiões desse povo.

    Assim feita, os Lundas teriam uma unidade Nacional e Internacional; com essa unidade seria fácil buscar o passado de todos esses e criar um seguro futuro cultural para a nova geração e revisão completa das suas referência.

    O conservadíssimo defende que as Sociedades devem ter estrutura e que esta deverá ser suficiente estável para permitir que as pessoas saibam onde se encontrar em relação às restantes. As pessoas obtêm maior felicidade como membros de uma Comunidade, membros de uma família, de uma Igreja, do que obter de forma individual.

    Os padrões que deram origem ao actual progresso dos povos de origem Lunda, não devem ser mudados nem esquecidos, pois aquilo que brotou do passado deve-se dar honra para garantir a preservação do presente.

    – É como afirmou o nosso querido e amado escritor consagrado – Henrique Abranches na sua edição: “ Reflexões Sobre a Cultura Nacional ”, sito:

    – É pois necessário desenvolver e reunir todas estas capacidades e energias. É necessário prestar o máximo de assistência técnica (no sentido mais amplo), o máximo de esclarecimento, a uma confrontação a nível nacional de todos os sectores da cultura com a realidade objectiva e a dialéctica da sua transformação, e entre si próprios.
    – afirmamos que necessitamos de um homem novo. Um homem novo implica profunda transformação no próprio sujeito da História e é aí sobretudo que intervém a supra-estrutura cultural e é daí que partirá a confirmação e a consolidação de uma nova sociedade que triunfou definitivamente sobre a reacção, sobre a tentativa sempre vã, mas muito nociva, de impedir o avanço da História.
    – Uma linha política cultural justa é aquela que encoraje a instituição de uma cultura nacional científica (revolucionária) e de raiz popular (identificada ou generalizada à sensibilidade das massas) e gerada a partir do confronto das culturas regionais entre si e com a teoria do colonialismo.”

    Pois cada povo oriundo da Lunda deve aqui:
    com todo o respeito descrevo à margem: “ participação activa na reconstrução e no desenvolvimento sócio – económico cultural dos povos no país, nas áreas de jurisdição, reunificar os povos e a Monarca Lunda em Angola, pois todas as comunidades linguísticas têm o direito de organizar e gerir os seus
    próprios programas, com vista a assegurarem o uso da sua origem em todas as funções; conforme declaração universal dos direitos linguísticos expressa no artigo 8º dos princípios gerais.
    Este é um processo valioso para uma Etnia, que posterior poderá ser proveito e exemplar das demais Etnias ou Sociedades, o louvor e outros dizeres de bem vido a este projecto, Angola será um país a receber estes elogios.
    Receberá elogios porque a ideia foi dos povos Lundas em Angola.

    A esta gente, a consideramos descendentes Lunda, embora os seus costumes originais sofreram modificações, isto não faz caso de afastamento da originalidade.
    O povo Lunda que ainda hoje preservam a sua tradicional e fala a sua língua, cumpre os ritos da Monarquia de Mwantayavwa e defendem a sua integridade.
    Em suma, a língua Lunda (etnia Lunda) é a mãe de outras essas tribos e línguas que surgiram depois da expansão desse povo da Mussumba por motivos já conhecidos. Ora vejamos uma coisa interessante, os povos mencionados, antes da sua expansão da Mussumba qual é a língua que falavam?
    Será que cada povo aqui citado falava a sua língua que hoje fala?
    Se assim fosse, então o Império não teria a denominação “ IMPERIO LUNDA ” cada língua teria o seu Império e sua denominação por exemplo: Império Chokwe ou Império Luvale, mas como todos eram Lundas, chamou-se à sua direcção “IMPÉRIO LUNDA”. Quer dizer que todos esses são originalmente Lundas.
    O ódio, a intriga e a falta de amor ao próximo, foi a origem de invenção de muitas línguas, criando assim o bloqueio a língua progenitora “Lunda”, através das suas influências.

    O Poder Lunda estendeu a partir da Musumba que passa Kazombo, Kasayi, Lungwevungu a Mwisha Malundo Ambango e Kawungula e mais, que forma o Reino Lunda em globalização, Botswana, Namíbia e Zâmbia, é a cuja a origem é de Nkondi Iyala Mwaku dada a sequência de formalidade do Reino Luweji Nkondi.
    Esta série também analisará algumas objecções comuns sobre esse assunto e dará boas razões para acreditar que algo melhor virá.
    Depois de décadas de tentativas para sarar a maldade gerada por todo o Império, eles (Imperadores) não conseguiram unir a expansão Lunda, a capacidade do homem consegue diagnosticar o seu senso e controlar o certo, não é lógico deixar o passado a afundar sem salva historia.

    O que é diferente neste momento entre nós e os nossos antepassados?
    Ora entre nós e os nossos antepassados, não há diferença, porque nós somos seus descendentes, como podem compreender os primeiros foram criados por Deus e guiados por Ele, assim como nós, somos feitos por Senhor e guiados por Ele, dá-nos o poder de centralizarmos a nossa Cultura, actos e tradição em todas localidades onde é habitada pelos homens oriundos do Império Lunda, sociabilizando com esse povo para uma escolha que venha a dar valores à Cultura e Tradição Lunda no mundo.
    Os nossos antepassados perderam uma parte do equilíbrio da sua autoridade por vários motivos, culminando com conflitos entre parentes.

    Mas a Associação da Etnia Lunda e Amigos considera esses conflitos não motivos graves para argumentos e não são casos rígidos que possam levar o povo dessa origem a não abraçar a intenção da Organização.
    A expansão foi multiplicando, a maioria passou a gerir os seus destinos segundo si sua vontade para agradar a seus deuses, a Organização não proíbe que esse povo desse honra a seus deuses, mas o que em causa está é: “abraçar o programa da Reunificação dos povos oriundos do Império Lunda” assim feita, estamos buscando a sociabilidade entre parentes e esquecer o desentendimento gerado na Mussumba da Lunda, o passado já se foi, activar o que está em nossas carteiras.

    Há um ditado bíblico que diz: “não tornando para onde saíra, conforme aconteceu com a esposa de Ló, negando o progresso da sua vida e transformou-se em morro de sal naquela região”. Esta passagem revela-nos muita coisa; não regresso aos rascunhos do passado.
    A bagagem portada pelos lundas, é a vontade da Organização, o trabalho de cada um de, trabalhos estes que possam engrandecer o sonho de cada um.
    Este exemplo pode mostrar que o ser humano pode decidir e colocar o bem-estar de maioria num sentido em que as gerações vindouras poderão usufruir dele o conhecimento do passado dos seus deuses. Pois ele é que tem a liberdade de transmitir os seus conhecimentos, uns aos outros, sarando os seus problemas e mantendo a paz ao recinto. –

    São os povos os autores e primeiros responsáveis do próprio desenvolvimento. Mas não o poderão realizar isolados. Fases deste caminho do desenvolvimento que leva à paz, são os acordos regionais entre os povos fracos a fim de se apoiarem mutuamente, as relações mais amplas para se entre-ajudarem e as convenções mais audazes, entre uns e outros, para estabelecerem programas comuns. Finalmente, voltamo-nos para todos os homens de boa vontade, conscientes de que o caminho da paz passa pelo desenvolvimento.
    Estamos, portanto, perante um problema da maior importância que requer solução tradicional, por a compreender que este povo é oriundo da geração Lunda, seja no que se refere às novas tradições e costumes, diariamente devem considerar que o Império Lunda produziu estas gerações.
    A Associação da Etnia Lunda e Amigos, assume o papel do Agente dinamizador de projectos estratégicos para o desenvolvimento da língua Lunda e da Reunificação dos povos que têm assento na historia Lunda.

    Comentário por Associação da Etnia Lunda e Amigos — Dezembro 29, 2011 @ 10:46 am

  7. Estados Saidos do Imperio Lunda:
    Estado de Kazembi, Estado de Ishindi, Estado de Kanoñesha.
    Este período foi caracterizado por uma politica de expansão e conquista, conforme a seguir se descreve:
    Depois da confirmação de Iluga Chibinda a cargo supremo da Lundade abandonar o poder do Chibinda e dirigindo-se para áreas que lhes convinha. Andaram matas e matas até atingir os rios Ndembu Mafunda e Ndembu Kakensi em katuka-ñonyi, onde surgiu a ideia de dirigirem-se para área onde Chiñudi e os demais irmãos foram.

    Para uma Organização segura e tradicional, os grupos chefiados pelos Príncipes e Infantes do Rei Iyala Mwaku Matiti, começaram ungir seus Responsáveis (Sobas) que iam cuidar da tradição, da cultura e do seu povo, assim feita: elegeram os seguintes Chefes: Nswana Mulopu, Ifwota Muteñi, Chinunki Lukonkesha Mukanda-nkunda, Chinyemba Chalutuwa Makunku – kufwa kwa Chinyemba majila hiya kubunda, Kalala I Katembu, Mweni Mpandi, Mbumba, Nyamwaana, Nyambanza, Kadya-Mpumba, Mwana-Titi, Kakwati, Mbandu, Mpumba-Nyamazembi, Chishimukulu, Sayiluña, Saluseki Lwangunga Kafweku Kekumi Deyambi, Kemeshi, Kambuxi, Ishindi II, Mwadi Kamoña (filha), Mweni Dinyika, e outros.
    A caravana chefiada pelos filhos do Imperador indicara o chefe Kafwana Musokantanda, filho do Mwanta Musokantanda, para proceder com a entrega de Tendal Humano da Monarquia Lunda aos chefe indicados.
    A partir daquele momento o chefe Kakuña deixou de ser chamado Kansas, optando pelo nome Kakuña Nyamayembi Kafwana Chifwanakeni.
    Este processo aconteceu entre meados do século XVI (16), segundos dados dos nossos velhos.
    Terminado o acto de eleição, movidos pela profunda dor disseram: “ estamos neste momento a passar um período de angústia, os Lundas estão sendo separados, quer para caminharem para a desordem, quer para entrarem na escravidão e destruição; a verdade é: “ o próprio destino está agora sendo projectado pelo modo que os Lundas que se separam venham a alcançar terras melhores”

    No corredor para o litoral onde os Lundas foram procurar novas terras, encontraram no entanto, forças hostis que provocaram alteração da intenção dos Reis Ishinde, Kazembe, Ngola Kilwanje e outros, havendo então um retrocesso e indo para o leste de Angola, atingindo as mediações do rio Mukulweji.
    E começaram espalharem-se em todas as terras; assim em Kasaña ficou o regedor Kasaña. E, Kazembe, Musokantanda, Ishindi, Kazanda, Chinunki, Ngolu Chilwanji, Diwanyica, Kakoma Mañandi, Sayiluña, Nyakaseya Kanyanta, Kanyama, Nyamwaana, Chipawa Chakawaña, Nyilamba, Chinunki Mukanda-Nkunda, Chidata Lukonkesha, Fwebi Chinyanta, mais outros e algum povo fora para Mukulwenji, onde ergueu-se o seu Palácio provisório (local de consentração). Saíam desta localidade e iam procurando outras terras para fixação, em marcha de busca a cabeça estava o Regedor Kambuzi – Kawewa Sanyiyeñu, coadjuvado pelo soberano Chidata Lukonkesha e Ifota II, em busca de outros Quimbos, são estes que tinham o poder e toda a magia de demolição ofensiva e por onde estes passavam não havia ninguém que os impedia e tudo ficava sob seus poderes, até os Mbwela de Zambeze temeram destes.
    Recorda da Região que o ex-pescador de seu pai Yala Mwaku havia dito sobre as terras de Zambeze e em companhia de Ngolu Chilwanji, Chinunki, Kazanda, Kakoma, Sayiluña, Chidata, Katema, Kwelendendi e outros dirigem-se para a área de Kolwezi e atingem o kasayi para o oeste com fins de alcançar Angola, um grupo habita o Ndala encabeçado por Regedor Mwanvu Walukinga Meya e o resto segue para Dilolu e fixa, dando origem a diversas tribos que tomaram o nome dos rios e margens das quais se estabeleceram.

    Passadas époocas, saindo do Dilolo terra dos chefes: Kwelendendi, Kakamba, Muñumbwa, Nyamoji e Katema Kanzenzi, o Rei Ishindi organiza uma ofensiva e evadem os Lunda Mbwela e os Lozes que habitavam o Zambeze, segundo os nossos narradores.
    Se repartiram, no instante indicou-se o Regedor Chinunki Mukandankunda e Chidata –ambos filhos da princesa Lukonkesha – e Ifwota Muteñi I, para avançarem com a caravana Lunda com o destino a Zambeze para ocupação das terras.
    Em seguida iam os Chefes: Ishindi, Ngolu Chilwanji, Kazanda, Sayiluña, Diwanyika e outros; assim o poder Lunda foi ganhando expansão na Região Leste e na Rodésia do Norte ( Zâmbia ).
    O Rei Ishinde despedindo-se com os sobas Lundas que habitavam o Dilolu disse-lhes: “ Chiñudi defendia a tradição Lunda e seu Reino, se a Rainha Luweji não cometesse, hoje estaríamos na capital a beber e gozar das nossas terras e honrar os deuses do velho Mwaku Matiti. A Ideia do irmão Chiñudi para nós foi perfeita e está bem clara…”

    Na localidade de Massibi – Luau, fixa o regedor Chinda Nyitondu Kambuzi Mbaza Chimunyi – Kawewa Sanyiyeñu ( homem cruel e dono das armas)., esta monarca está dividida em duas: Dilolo-Angola e na República do Kongo Democrático.
    No Zambeze / Kazombu, fixam mais concretamente na área de Kahuñwa e Mela, apartir daqui os sobas iam buscando outras terras em todas áreas de Zambeze.
    Em Kahuñwa, no primeiro encontro dos Sobas Lunda que ali habitados para serem enviados às novas áreas para ocupação, o Rei Ishindi discursa:
    “ tomarem as posições, pois a aflição dos que tiveram sofrendo vai acabar, no passado, os Lundas humilharam multidões de tribos, mas agora nós vamos tornando famosa a nossa Região que vai todo o Zambeze. O povo que andava com as mãos na cabeça agora está vendo uma luz forte, a luz dos seus Sobas vai brilhando sobre toda a Região Leste.
    As guerras protagonizadas pelos nossos parentes por causa dos despojos, já não terão mais lugares aqui no Leste, eles ficaram com a Região de (Kongo-Beligiki)Congo Belga (Dilolo). O nosso inimigo que nos dominava acabou. Agora alegrem-se povo Lunda pelo que temos honrado. Recordai das regras: “não comerão no mesmo prato com o povo, não marcarão presença aos óbitos ocorridos nas aldeias das vossas populações, não lavarem-se ou tomar banho nas praias onde a população banha, ao cruzarem no caminho com a população, este prostrará diante de vocês em honra a tradição da Monarquia Lunda. Fazer isso, nós somos Lunda e não somos a mistura. E, VÃO” Chinunki Lukonkesha foi indicado Regedor das terras de Cazombo e manter a sua monarca de seus tios “ Yala Mwaku e Nkondi Matiti ”.

    Por motivos de o Alto Zambeze não dispor de espaço vasto para acomodamento de vários Reis, o Ngolu Chilwanji entende abandonar o local e procurar outras terras e partiu em companhia de sua família e de algum povo lunda que se chamava Nkoya, foram em direcção a Sul seguindo o percurso do rio Kwanza.
    No Zambeze, os Lundas chefiados pelo Rei Ishindi, começaram a combater contra os Lunda Mbwela e Lozes que habitavam o referido território, com fins de ocupar as referidas terras, que abrange de igual modo o Balovale-Zâmbia.
    Ocupar a terra, desbravá-la e cultivá-la, era a preocupação principal do povo Lunda.

    No Lihumbu-Lya-Ngambu é onde estas personalidades da tradição Lunda perderam a fala da língua Lunda, optando a língua Mbwela; a língua do povo que juntos compartilhavam.
    Um pouco tempo depois, inventaram a língua Luvale para distanciarem-se dos Lundas originais e da sua fala que o acerto de sua nova língua teve a influencia Ngangela.

    DILOLU
    Lar Lunda

    A região de Dilolo, historicamente foi a primeira terra dos Lundas habitaram século XVI e que até hoje alguns chefes dessa tradição mantem. Embora as guerras tribais moveram o poderio Lunda nesta localidade, mas a sua história faz fé aos ritos dos seus antepassados, por isso o Dilolo é Lunda.
    A localidade possui a extensão de 9.659 km2, a sua população é mista e estima-se em 11.580 habitantes, a maioria desse povo provem da República do Congo.
    Katema Kanzenzi, Nchima, Kakamba, Muñumbwa e Nyamoji, são os chefes Lunda que habitam a Região.
    Dilolu compreende os seguintes limites:
    A linha do rio Luvuwa desde a confluência sudeste dos rios das suas duas divisões, na localidade de Chimudi à confluência do rio Kawanda; o curso deste à sua nascente, a linha que une as nascentes dos rios Kawanda e Lwawu; o curso do rio Lwawu até ser interceptado pela linha da fronteira com a República da Zaire, a linha de fronteira desde o curso do rio Lwawu até ao marco-22, passando pelos marcos-25, 24 e 23, a linha que une o marco-22 da fronteira do mesmo país à nascente do rio Chikalweji; a linha quebrada que junta esta confluência às nascentes dos rios Lusweji, Mbowela e Katochi e a confluência do rio Mavunda para rio Lwena; o corredor do rio Lwena compreendido entre as confluências dos rios Mavunda e Chimona, o curso do rio Chimona à sua nascente; a linha que junta as nascentes dos rios Chimona e Kawanda e para além.
    Dilolu na outrora foi a Capital do povo Lunda Ndembo, onde habitavam as personalidades:
    Ishindi Kasoñu, Ngola Kilwanje Kasamba, Sayiluña, Kanoñesha, Chinunki Mukanda-Nkunda, Ifwota II, Chishimukulu, Diwanyika, Njamba, Chavuma, Chibanda Sakayoñu, Nyakambumba, Chiyeki, Nyakuzaza, Ntambu, Nyamushidi, Chanyika, Kazovu, Kanyama, Nswana-Ndumba, Kapopolola, Sachiñoñu, Nyamboñi, Kabuñu, Samwañala, Chibwika, Makañu, Chipopu, Mulumbakanyi, Kapaña, Kamoña Lukonkesha ( descendente da geração que deu vida a Rainha Nginga Mbandi ), Sampoku, Sandundu, Kalala, Iseki, Madata, Kamocha, Nyakahona, Chidata, Muhunda, Sachiwaya, Mweni-Yambeji, Samutela, Nteti, Ndumba – Samwañala, Kalala, Ishindi Kasamba (irmão do Rei Ngola Kilwanje), Muwema, Mwana-Wuta, Mpidi, Ishima, Nyawulembi, Nyamwana, Musumba, Kalukañu, Kakeki, Samayoña Mpola, Chisamba, Nswana-Ñaña, Chipawa, Nyakuleña, Kafwana (Kakuña Nyamayembi), Kaneña, Kañwanda, Nyambanza Kema, Chilumbu ou Chituñu, Chihañu, Kwelendendi, Kapondola, Chitenda Dinyika, Nyanama Ndoñu, Katema Kanzenzi, Nchima, Kakamba, Muñumbwa e Nyamoji.
    ( Rei Lunda “ Ishindi III 2001 )
    De modo similar, mais tarde quando algumas pessoas de clãs descendentes da Lunda foram tomando o conhecimento da verdade, ficaram cheios de inveja e ciúme, usando as suas línguas dizendo mentiras sobre os Lundas, contando o passado destes de maneiras diferente, enquanto a verdade é uma e toda a gente sabe. É claro que não é possível esconder a verdade, evitando desse modo o atrofiamento do sentido do nosso passado.

    Os Lundas abandonam a Região de Dilolo
    Seu primeiro Quimbo
    Os Lundas foram e são sempre Lundas, o seu objectivo principal é esclarecer a verdade e transmitir o conhecimento relacionado com o passado desse povo, pois muitos vivem fora da verdadeira Lunda, optando em inventar histórias não constituídas.
    Falar do primeiro Quimbo dos Lundas de Ishindi Iyala e devido a necessidade de procura de novas terras para fixação, alcaçam esta bRegião e outro grupo foi habitar o Ndala onde o soba Mwanvu Walukinga Meya é o Regedor Lunda local.

    Julgando que estas guerras deveram-se ao choque de interesses; do lado dos Lundas defendia a sua legitimidade e do outro, defendia para lucros pessoais.
    A Brochura o “ Capitulo Nono ao Sul do Kwanza, – O Moxico, pag. 461 e 463. Relatório Português:
    Não fujo a tentação de reproduzir na integra pelo seu real valor:

    “A História dos Povos de Nana Kandundo, que engloba duma forma geral a de todo o Luvale, legaram-no-la o comandante de Nana-Kandundo, Manuel de Melo Lindo, no seu relatório de 31 de Julho de 1907 e o capitão Frederico Teixeira de Azevedo, no seu relatório de 25 de Fevereiro de 1908. não fujo a tentação de reproduzi-la na integra pelo seu real valor:

    Em época que não é fácil precisar, a soba Liavongo, mãe da Nyakatolo, sai de Malanje donde era natural e fazendo-se acompanhar de todos os seus parentes, interna-se por esse vasto sertão e vem assentar arraial nas margens do rio Lwena e próximo do soba Kakengi com quem não foi difícil relacionar-se e ate se vera esta fama sobre quem passou a exercer algum poder, devido ao arsenal bélico de que ela dispunha o qual na sua maior parte era composto de espingardas e pólvoras, ao passo que o dele resumia-se a dardos e flechas.

    Durante alguns anos de permanência ali a soba Kavango empregou toda a sua actividade em praticar razias, única forma porque todos os sobas nesse tempo idos enriqueciam, e assim conseguiu não só criar prestígios, mas também obter afeiçoados a quem patrocinava e escravos dos quais: alguns eram mandados vender a Kalumbu e Golungo Alto por espingardas, pólvora e outras mercadorias, quando o grupo de escravos chegava ao destino, faziam leilão para não demora, e levados de navios para os países de destino. Fazendo da guerra um negocio lucrativo tanto para os vitoriosos como para os derrotados. Portanto a condição de escravidão dessas pessoas comoveu os espíritos dos Lundas e a sociabilidade de vizinhança recíproca entre parentes, teve o fracasso até ao nosso momento. Este negocio segundo os narradores, “veio a perder as suas vantagens a partir dos anos 1887, porque nos países em que os levavam para os venderem, os Estados Unidos em 1888 reduziu esta actividade.

    Desde o Dilolu até ao rio Luchiquinha afluente da margem direita do Zambeze e além este rio desde a margem esquerda do seu afluente Lwizabu até à margem direita do Muhako, habitavam os Lundas que tinham por sobas Katema Kanzenzi, Kwelendende, Mufwinda, Katutu e outros.
    Para leste desta fronteira até ao Kalombu habitavam os Lundas de Bissenge que reconheciam por seus sobas Kanoñesha, Muhunda e outros.
    Devidas sem dúvida as constantes remessas de escravos que a soba Liavongo (Kawañu) enviava para os mercados já referidos, alguns sobas aqui, abandonaram o seu lar paterno.
    E ei-los a invadir esta região próximo das nascentes do rio Luvuwa e quais feras insaciáveis lançam-se sobre os Lundas aquém perseguem até a margem esquerda do rio Kavungo, onde assentam arraiais provisoriamente.

    Foi pouco tempo depois da morte de sua mãe, ela saiu das margens do rio Lwena, atravessa o chivumage e rompe as hostilidades com os Lundas que povoam a região Dilolu, os quais não sendo importantes para lhe resistirem abandonaram libatas e seus haveres e refugiam-se em terras de além Luluwa onde alguns companheiros de infortúnio já se achavam para se escaparem ao vandalismo dos de Mwanta Yavwa.
    Fundou então embala no sitio do Pau (é assim que se chamavam esse lugar), um pouco ao norte do lago Dilolo e aí se conservou algum tempo até que a abandonou de vez para novamente se lançar no caminho de perseguição aos infelizes Lundas que já não tentavam resistir-lhe e só procuravam pôr a salvo as suas vidas, ora seguindo o caminho dos demais ora refugiando-se além Zambeze onde ainda hoje existem alguns.

    “ Não satisfeita com a derrota que havia infligido aos Lundas de Micozo, ei-la a preparar-se, achando-se já então na margem esquerda do Luvua do Chamatu, para chamar a contas os que vibraram o primeiro golpe contra esses – os Lundas de mwanta Yavwa ”.
    “ se para subjugar os primeiros lhe bastava levantar a varinha do condão – o chefe dos feitiços – para travar luta com estes era lhe indispensável preparar-se cautelosamente, pois eram tão aguerridos e ambiciosos como ela e por isso só se lançou contra eles quando pressentiu a escassez dos seus elementos bélicos.
    Nas duas primeiras investidas que ela contra eles fez foi obrigada a retirar depois de estes lhe terem causado algumas baixas, o que porém não contribuiu para que desistisse do seu intento, alias, concorreu para nela mais se arreigar o desejo de os aniquilar e assim quando ao terceiro e ultimo ataque ela contra eles se lançou foi tão corajosamente que além de lhes causar muitas baixas, fez-lhes muitos prisioneiros, obrigando-os a refugiarem-se para o Luchiquinha onde actualmente ainda alguns existem e que têm por soba o submisso Samwañala.
    Se antes de travar a luta contra estes já tinha grande prestígio com a derrota que lhes infringiu conseguiu implorar o nome e a consideração em que hoje é tida ”.

    “ O que é, a ela o deve.
    Segundo diz o missionário Inglês F. S. Arnot, que em 1885 esteve de passagem nesta Região para a Garanganja e que a ele se deve a montagem da Missão Inglesa em Kalunda – Lunda Leste, esta ultima contenda da Nyakatolo foi travada em 1883, data em que ela estabeleceu a sua Embala na margem esquerda do rio Kavungo.
    “ Só ela queria ser o que hoje 锓A Rainha dos Lwenas ”. Disse o missionário F.S.Arnot.
    Passadas as primeiras impressões dessas lutas Sanguinárias, Nyakatolo passa a criar pequenos sobrados onde coloca os seus parentes e assim manda para: Katoji a sua irmã Nyamushidi, para Lambenje, sua tia Nyamutenga, para Kalombu seu sobrinho Muyida, para o Chimwaji, seu sobrinho Sakawumba, para a margem direita do Luvuwa do Chamatu, o seu sobrinho Njamba, para a margem esquerda deste rio a sua sobrinha Nyakawumba, (ambos próximo do Zambeze), para a margem esquerda do mesmo rio e a umas seis horas para N. seu sobrinho Sakakira pelo que passou a chamar-se soba Chamato, para Kagimini, sua sobrinha Nyakotolo e para o Pozo, seu filho Chinyama.

    A Conquista sobre veio a ocupação.
    “Achando-se abandonada a região de Dilolu e por ocupar a parte norte de toda esta região, de acordo com a Nyakatolu, os sobas Kangamba e Katende saem da região de Kalunga ka Meya e são eles quem ocupam estes pontos, estabelecendo-se naquela região, Kangamba e na margem direita do Lwachi e próximo do rio Guenene – Katendi que por sua vez manda os seus parentes: Nyamalapa para a nascente do rio Chikalweje, Chitundo para a margem esquerda do rio Mwande, afluente da margem direita daquele rio, Mwachisenge para a margem esquerda do Mwande e Mbumba para a margem direita do Lumbanjo e próximo do seu afluente Moji..
    Mais tarde morre Katendi e o seu sucessor – o actual soba Katendi – abandona a Embala do tio e vai fundar uma na margem esquerda do rio Luluwa – C. I. Belga – continuando porém os demais parentes onde presentemente se acham eles quem constituem a tribo de mbundas.

    A Retomada da embala de Dilolu e a diversão dos numerosos e ricos despojos, foi a origem do pomo da discórdia que surdamente começou a lavrar entre os grupos designados. Durante o ódio houve numerosas baixas de ambas as partes e os Lundas desejosos de recolherem aos lares paternos, aproveitaram a primeira indecisão do Chefe para passarem o Kasayi na margem do qual estavam acampados.
    Pela morte da Kavango (Kawañu) entrou na Embala a Nyakatolo Nyachikeka Wamisele, a quem o destino preparava um lugar proeminente entre as demais tribos, Sendo de temperamento irrequieto e ambiciosa por natureza e além disso criada e educada num meio de aventuras a que sua mãe constantemente se lançava e do que resultou ter-lhe deixado um sobado importantíssimo, não se fez esperar muito que ela procurasse alargar a sua esfera de acção.

    “Uma das primeiras medidas que tomou foi ordenar a guerra contra os Lundas do Micozo (ndembo) que continuaram a viver nos territórios do Dilolo.
    Atravessou o rio Chifumaje e após alguns combates felizes, levantou a Nganda no actual Pau, 3 horas a We. Luluwa, rio Congolês, foi o refúgio da maior parte dos Lundas.
    Novamente Nyakatolu se lança no caminho da perseguição aos infelizes Lundas que já não tentavam resistir-lhe e só procuravam pôr a salvo as suas vidas, ora seguindo o caminho dos demais ora refugiando-se além Zambeze onde ainda hoje existe, onde aguardam o dia almejado em que possam vingar-se da causadora da sua ruína bem como dos seus afeiçoados.
    Mas tarde os Lwenas romperam hostilidades comos vizinhos de leste – Lunda de Mwanta Yavwa, tribo esta intrusa e conquistadora, conseguiu derrotá-los e obrigou-os a passar o Luchikinya onde se conservavam.

    Durante este período foi de dor e luto, arrastando-se com dificuldades, incapazes de suportar o peso de perseguição, estavam completamente os Lundas sem perceber as razões e motivos da luta entre irmãos. Cujo horror gerou fortunas fabulosas, apoderam-se (Lwena) das terras, foram feitos chefes, ergueram palácios e constituições de certas monarcas sem originalidade e sem o seu passado, pois a abominação é para os Reis o praticarem a impiedade, porque com justiça se estabelece o trono.

    Prosseguindo, mencionamos o que me foi relatado por historiadores Lunda e indivíduos pertencentes aos povos cuja a historia é destacada e indico por alto, para trazer aos povos menos esclarecidos do passado dos verdadeiros Lundas que deram origem à outras línguas e clãs.

    Relativamente aos dados transportados da Brochura o Capitulo Nono ao Sul do Kwanza/ Moxico, os aspectos já focados durante a sua narração, no entanto, não deixa de ser interessante salientar alguma notação que pelo seu conteúdo se distancia dos fins das responsabilidades do nosso historiador o Príncipe Lunda “ Felisberto Kazembi e que demarcam o campo de acção do direito de outrem.
    “ Nyakatolu Nyachikeka Wamiseli, filha da Kutemba; num belo dia tivera informações através dos povo do Rei Kassanji Mukwañu, que fazia negócios nas terras dos Lundas de Kabandamu. Contaram-lhe que os chefes destas terras estavam adquirindo bens de valores em troca de marfim com os brancos na Baixa de Kassanje.

    Ela a Nyakatolu, (Nyakatolu, nome cultivado pelos próprios Lwenas por esta gostar muito de comer katolu – úce), percebendo-se da vida que os Lundas levavam em Kabandamu, entendeu enviar às mesmas terras uma delegação encabeçada pelo seu esposo Kapenda Kawilila Kumbiwa-Kavaku Senga para encontro dos sobas Kema Keshindi, Intumba e Chitenda Dinyika Nyanzewu para apoios e ao mesmo tempo a sua delegação efectuar compras e troca de produtos necessários, incluindo a exploração do referido local para posterior nele habitar. Enquanto no interior da chefe Lwena, morava o espírito de desestabilização e guerra.
    Postos em Kabandamu, os enviados da Nyakatolu, depois de troca do mujimbu da delegação e bem recebida pelos parentes do local, efectuam o desejado conforme a vontade da mandataria. Dias passaram e do regresso a procedência, pelo caminho descobriram locais férteis com boas matas, muito mel, muita caça e rios com muito peixe. Toda essa natureza, comoveu a posição do esposo da Nyakatolo, ganhando mais credibilidade e força na língua para dizer o suficiente à sua cônjuge, e Kawilila Kapenda detalha-lhe o mujimbu da viagem às Lundas de Kabandamu: “ Nyakatolu, os Lundas dispõem de boas terras com muita riqueza e porque nós estamos nos castigando vivendo nestas bruxas terras sem rendimento para as nossas vidas? achei melhor não continuarmos habitar este inferno! Ouve, pelo caminho vi boas matas e terras com muito mel e caça, peço que faças o pedido aos teus parente Lunda se é possível conceder-nos uma parte da terra para lá habitarmos, pois eles vivem bem”.
    A delegação de Soba Nyakatolu foi mais uma vez enviada com fins de a apresentar a solicitação da dispensa de terra para a Nyakatolu habitar. Kawilila Kapenda muito determinado e encheu-se com o poder de conversa com os sobas Lundas em Kabandamu, foi ter com o Soba Chitenda e disse: “ a vossa irmã Nyakatolu deseja que lhe cedessem uma Região nesta localidade para ela habitar.”
    O Soba Chitenda Nyanzewu e como não devia deixar de ceder uma parte da Região, pois a Nyakatolo é irmã destes, foi cedida a Região de nyishiyi Ya-nyakaloñu.

    Assim a preocupação da princesa Portuguesa ficou resolvida, mas como a sua intenção não era de habitar a Região preferida, levantou levando a acabo o seu programa de desestabilização e guerras contra parentes em Kabandamu para conquista da mesma por via da força e não queria partilhar com ninguém.
    Três (3) anos evolvidas na guerra contra os seus próprios parentes e não conseguia conquistar nenhuma, conforme o seu querer; foi ter com os seus primos filhos de Malundu e Kasanje para ideias. Quando lá chegou estavam também os portugueses e a Nyakatolu aproveita encontrar-se com os Portugueses e apresenta a estes o seu programa de guerra contra os Lundas, depois os peça ajuda de material e homens para o efeito.
    Os portugueses, fazendo estudo ao solicitado, encontraram que esta seria uma via rápida para penetrarem no território de Zambeze, abraçaram o plano e considerando que com a Nyakatolu chefiando o plano, fica fácil a conquista das terras da Lunda Leste.
    Os portugueses, os umbundos, a própria Nyakatolu e seus homens, três colaboradores partiram para guerra contra os Lundas no Zambeze – Lunda Leste, principiaram a ofensiva em Kabandamu assassinando o povo dos Sobas Lundas Chitenda, Nyambanza e Nyanzewu, ocorridos uns anos de guerra, os Lundas apresentando-se resistência concentrado nas suas covas, os portugueses começaram utilizar armas pesadas: Bazucas e morteiros, até que os Sobas aqui habitados foram esforçados a abandonarem as suas localidades e indo viver no Ikanda e a Nyakatolu ocupa as terras ilegalmente por ajuda dos seus aliados.

    Depois da ocupação de Kabandamu, foram atacar os filhos da Soberana Lukonkesha Mañandi os Sobas Ndumba Samwañala e Sachiñoñu Kapenda; munidos de seu poderio bélico a Nyakatolu ganhou os combates neutralizando o segredo da magia de guerra dos Sobas Lunda e assassinando mais uma vez algum povo e os sobre viventes foram procurar outras localidades. Assim os Lwenas foram conquistando sempre novas terras no Leste dos Lundas.
    Depois da morte do Aristocrata Kapenda Kawilila, esposo da Nyakatolo Nyachikeka, ela contrai matrimónio com o Aristocrata Lunda Kamukanda Kamonga e o casal em 1936 gera a Nyakatolu Chisengu, Rainhas dos Lwenas, que durante a sua vida, semeava consolo, paz e entendimento entre parentes (Lunda @ Luvale), é uma mulher de extrema capacidade de governação e grande Rainha da tribo Lwena e a Ela a devo muito respeito e honra”.
    ( Historiador Lunda “ Felisberto Kazembi 1989 )

    Acerca destes campos de acção, há a referir os nomes de alguns principais actuadores, que aqui com todo o respeito descrevo à margem:
    – Joaquim Rodrigues Graça, que foi de Luanda à Lunda, passando pelo Lwena em 1843; Ladislau Magyar, que atravessou a região do Lwena em 1849, quando fez a penetração do Bié até às origens do Zambeze; Silva Porto, em 1852 ao tentar fazer a travessia de Angola à contra costa, chegando a atingir o Baroze e Zambeze onde adoeceu; David Livingstone, em 1854, que foi do Alto – Zambeze ao Dilolo, o explorador inglês Cameron que vindo da Lunda para Benguela, atravessou os territórios referidos, em 1875 mostrando desconhecer que os territórios eram já atravessados pelos portugueses, constatou de que o território de Alto – Zambeze pertencia os Lundas e o norte do rio lunguevungu era pertença dos Lwenas. Os missionários ingleses Arnot e Crawford, que andaram pelo Zambeze entre 1885 e 1890 e o major Harding, que visitou igualmente a região, mais ou menos pelo mesmo ano.
    Abertos os territórios de Zambeze Lunda Leste, a infiltração dos feirantes portugueses, não tardaram a segui-los as explorações politicas e as cientificas; os brancos fortalecendo-se conseguiram o domínio de vastas localidades”.

    A expedição colonial às terras do Alto Zambeze, eram geralmente organizadas pelas etnias que queriam atingir os seus interesses, protagonizando uma má repartição da terra sem primeiro somar os prejuízos que os convidados causam. Porém, tal como um filho quando adulto, já não se governa pela vontade dos pais! De seu interesse vive.
    É assim que os velhos disseram.

    Portanto, as vitórias dessa etnia não conduziram no entanto, a uma situação de estabilidade na Região o seu poder rapidamente se tornou odiado pelos alguns dos seus aristocratas.
    A Brochura o “ Capitulo Nono ao Sul do Kwanza, – O Moxico,
    Enfraquecido assim o seu poder ofensivo, sabedor do que de grave se havia passado, Nyakatolu, resolveu ocupar os territórios vagos das margens do Kasayi. Após a morte de sua mãe que foi próxima, um grupo se destacou para os territórios de Kandundo (Nana Kandundo), capitaneado pelo falecido soba Mutunda Katendi.
    E, a partir desta época, os portugueses asseguraram a Nyakatolu e é feita Rainha no território de Zambeze e dando-lhe homens guardas para a proteger.
    Este foi o primeiro tributo dos portugueses aos Lwenas, segundo nossos narradores.

    Quem substitui uma propriedade dos seus ante passados, chama-se herdeiro, pois não é herdeiro a pessoa de outra geração, “dos pais para os filhos e dos tios para os seus sobrinhos”, é assim que a herança ou a monarca é preservada.

    Este foi uma breve Rescaldo.

    O REINO DO VICE-REI

    Kanoñesha Yishinji Chifwanakeni: Vice-Rei é o chefe que controla os Lundas em Mwenyilunga – Zambia e Lovwa – Alto Zambeze – Angola.
    Kanonguessa instala seu Reino na Comuna de Lovwa desde XVI.
    Uma Monarca dividida.

    Kanoñesha é o Vice-Rei dos Lundas na Região Leste; esta Monarquia é dividida em dois, uma localiza-se no Município do Alto-Zambeze na Comuna de Lovwa e outra menor em Mwenilunga na República da Zâmbia.
    Kanoñesha foi o penúltimo chefe Lunda a deixar o Mussumba – Capital da Lunda; a sua ida a Angola com o destino ao Alto-Zambeze onde se encontrava o Rei Ishindi, Ngolu Chilwanji e outros, este passou pela via onde os demais Chefes havia passado.
    Antes de atingir a localidade que lhe convinha, o chefe Kanoñesha pelo caminho adoece e falece, os aristocratas que o acompanhavam, indicaram o seu irmão Nteti para regressar a Mussumba da Lunda afim
    de transmitir o óbito à Rainha Luweji e receber orientações sobre os ritos para funeral dos restos mortais de Kanoñesha; Nteti recusou e indicaram o seu sobrinho Nkumba Kabanda.
    Este jovem com toda a vontade e coragem regressou a Mussumba e transmitiu à Rainha o sucedido.
    A Luweji percebendo-se da morte do chefe Kanoñesha, decidiu indicar novo homem para o suceder e convidou todos chefes Lundas que habitavam o Mussumba para purificarem com a argila branca e com água da Monarca Lunda e ungir o jovem Nkumba Kabanda como novo Vice-Rei e levar o nome de Kanoñesha em acção e de acordo a legislação Lunda, disse aos seus adjuntos, colocar-lhe a Coroa de Rei na cabeça, pôr-lhe o Nkanu no seu braço direito e argolas de Rei nos seus pés, este é o novo Chefe. Depois o jovem Nkumba ganhou o poder de Kanoñesha e levar em avante o nome da Monarquia Kanoñesha Lunda no Zambeze.

    O novo Kanoñesha antes de regresso foi orientado, como proceder durante o acto fúnebre de seu tio e a Luweji a ele disse:
    1º preparar chipoya para transporte.
    2º Cortar-lhe todas as unhas.
    3º cortar-lhe o cabelo”.

    Tudo que cortares do corpo do teu falecido tio, deverás cuidá-las para quando chegares ao destino, servir de segurança e protecção da aldeia e de seu Povo. Por tudo isso aqui te dou um coveiro e mais homens para ajudarem-te levar o corpo de seu tio até ao local de sepultura. A bênção dos seus avós te cerque.”
    Depois do fúnebre e de outros actos de ídolo tradicional, continuaram a caminhada até alcançar o Chitatu, uns dias depois de descanso e antes de partir para o destino consagrado e o Rei Ishindi Nfunti, percebendo se da chegada de seu irmão Kanoñesha no Chitato, o ordena não perceguir com a sua rota desejada, pois essa via estão vários seus adversários e indicando-o que passa-se pela via de Mukulweji, Kayandi indo pelo percurso do rio Lovwa caminharam com o destino a Zambeze e atingindo a localidade de Lovwa onde também veio a travar conflitos com os seus parente Mbwela que habitava aquele território e além rio Luña.
    Depois destas guerras e tomada do Lovwa, Kanoñesha com ele nesta localidade fixam os Sobas Chidata, Mweni-Yambeji, Sachiwaya, Nkuñulu Muyembi e outros. O seu tio Nteti Mumboñu fixa na localidade onde desaguam os rios Munyovu e Musañala. O seu tio Kanoñesha Ndembi fixa no Lwawu – Zâmbia, os seus outros dois tios: Chibwika II, fixa na Zâmbia e o Chibwika I e soba Chipopu fixam em Kalunda Angola e a sua mãe Nyamushidi fixa no Njimbe – Zambeze – Angola.
    As suas sucessões foram organizadas até ao momento, neste caso os de Canoñesha de Angola, assumem a responsabilidade do reinado de Angola e os da Zambia, assumem o reinado da Zambia, assim as duas famílias vão se entendendo, pois esta orientação provinha do próprio Imperador e não pode ser alterado pelo Governo do Moxico,indicando a Nyakatolo para ungir o Vice Rei Kanoñesha dum Imperio.

    E foram se sucedendo da seguinte:

    1. Kanoñesha Mwaku
    2. Kanoñesha Nkumba Kabanda
    3. Kanoñesha Chimbamba
    4. Kanoñesha Izemba
    5. Kanoñesha Chifuwi
    6. Kanoñesha Chilayi
    7. Kanoñesha Chifwanakeni Chimbweti
    8. Kanoñesha Afonso Mashawu ( actual Regedor entronizado pelo seu povo e família ).

    Comentário por Zeca Andrade — Fevereiro 14, 2012 @ 1:24 pm


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